Destaques ABIC
Carta Aberta em Defesa da Ciência em Portugal
Thursday, 17 July 2014 23:45

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O atual momento nacional e europeu, caraterizado por graves problemas económicos e sociais, tem colocado, além de dificuldades, desafios a todos os setores da nossa sociedade. A ciência não é exceção. Apesar da sua importância fulcral no desenvolvimento humano e social, assiste-se a um défice de estratégia e a um crescente desinvestimento no Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN), traduzido no subfinanciamento das Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e na degradação das condições de trabalho daqueles que produzem ciência. O papel fundamental da ciência no desenvolvimento económico, social e cultural do país, e na resolução dos seus atuais problemas, fica assim gravemente comprometido. Vimos, por isso, apelar a um sentido de planeamento, estratégia e financiamento para a ciência em Portugal que cumpra aquilo que são as necessidades nacionais nesta conjuntura conturbada.

O momento presente torna ainda mais premente o papel das universidades na qualificação dos cidadãos para o desenvolvimento económico e social de Portugal. Não podemos de todo aceitar que às universidades seja não só cortada a capacidade de contribuir para a formação e desenvolvimento científico, mas também lhes seja limitada a elaboração de pensamento crítico. Também as instituições de I&D não devem ficar reféns de uma orientação que privilegia o corte generalizado no seu financiamento, conduzido a partir do paradigma da produção científica em massa e da produção de indicadores de impacto. Por sua vez, o desenvolvimento da ciência é indissociável da promoção da mudança e da democratização do conhecimento. Os constrangimentos financeiros ao funcionamento das universidades, instituições científicas e trabalhadores científicos colocam sérios obstáculos ao desenvolvimento pleno destas funções.

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Divulgação da Carta Aberta - Em defesa da Ciência em Portugal
Tuesday, 15 July 2014 12:56

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A ABIC está a iniciar uma campanha em defesa da Ciência em Portugal.
Nesse âmbito, entre outras iniciativas, vamos promover uma Carta Aberta - EM DEFESA DA CIÊNCIA EM PORTUGAL, cujo texto, site próprio e conjunto de primeiros subscritores divulgaremos esta quinta-feira.

A Carta Aberta pode ser acedida aqui:http://cartaaberta.pt.vu/

Assim, convidamos todos os interessados a estarem presentes quinta-feira, dia 17 de julho, pelas 16h30m, no relvado da Cidade Universitária de Lisboa, em frente ao edifício da Reitoria da UL.
Aí apresentaremos a campanha em defesa da Ciência em Portugal, os seus objectivos e componentes.
Damos particular destaque à Carta Aberta com o mesmo nome que aí divulgaremos. Nesta promove-se uma estratégia e financiamento adequados às necessidades nacionais, reprovam-se os constrangimentos financeiros impostos às Universidades e às Unidades de I&D, condenam-se os cortes e a precarização dos recursos humanos e defende-se a melhoria das condições de quem faz Ciência. Um significativo número de personalidades ligadas ao Ensino Superior e à Investigação, com grande relevância nas instituições e organizações que têm realizado Ciência e defendido os investigadores portugueses, fazem já parte desta iniciativa enquanto primeiros subscritores da Carta Aberta. A partir de quinta-feira, estas informações estarão disponíveis no site próprio da Carta Aberta, que passará a recolher de forma generalizada subscrições à Carta e contará com actualizações das acções de promoção a realizar.
Pelo conteúdo, pelo momento especialmente conturbado que vive a Ciência e os investigadores em Portugal, pela abrangência e importância nas várias áreas do conhecimento e em diversas organizações do conjunto de primeiros subscritores da Carta Aberta - EM DEFESA DA CIÊNCIA EM PORTUGAL, estamos certos de que esta será uma iniciativa que terá o melhor acolhimento da comunidade científica e em particular dos bolseiros de investigação.

 
Posição da ABIC relativa aos resultados da 1ª fase da avaliação das Unidades de Investigação pela FCT
Monday, 14 July 2014 10:40

De acordo com os resultados da 1ª fase de avaliação das Unidades de Investigação pela FCT, 22% dessas unidades não serão financiadas no período de 2015-2020 e outras 26% terão apenas um financiamento mínimo. As percentagens poderão ainda aumentar na 2ª fase de avaliação. Estes resultados fazem cair sobre praticamente metade das unidades de investigação a ameaça do desaparecimento ou da incapacidade de prosseguir, na prática, as actuais actividades de investigação.

No tocante à situação dos bolseiros, uma das consequências imediatas será, certamente, a diminuição do número de vagas abertas por estas unidades, o que, associado aos cortes no último e conturbado concurso de bolsas individuais (ainda a aguardar conclusão), reforça a situação periclitante em que nos encontramos. Há ainda a assinalar, no quadro específico que aqui comentamos, as dificuldades que os bolseiros terão em cumprir os seus planos de trabalho, divulgar os seus resultados e alicerçar a sua posição no meio científico, estando dependentes, para isso, de laboratórios e centros de investigação que agora vêem os seus orçamentos muito restringidos ou eliminados. Este processo evidencia mais uma vez a precariedade da situação dos Bolseiros de Investigação e a absoluta necessidade de existência de contratos de investigação que a ABIC vem defendendo há vários anos e a necessidade de uma forte mobilização da comunidade científica na defesa do sistema científico e técnico nacional.

Há na comunidade científica muitas críticas à forma como a avaliação das Unidades de Investigação está a ser conduzida. A ABIC considera que à FCT não se pode exigir menos do que excelência e rigor nos processos de avaliação, pelo que reclama uma resposta clara e célere da FCT às questões levantadas.

 
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