Destaques ABIC
Irregularidades no Concurso Individual de Bolsas 2014
Tuesday, 25 November 2014 00:12

A ABIC tem recebido denúncias de vários candidatos aos concursos de bolsas de doutoramento, pós-doutoramento, e doutoramento em empresas relativas à rejeição de várias candidaturas por não ter sido associado o orientador, ou por o orientador não ter associado o ORCID. Para uma melhor percepção do deste problema a ABIC apela aos candidatos que foram notificados da exclusão que preencham este pequeno inquérito abaixo.

https://docs.google.com/forms/d/19InbZAA8lRajrLAfZLA3J0lnvUTFXlFdlwhb9CtF3xM/viewform?c=0&w=1&usp=mail_form_link

Obrigado,

A Direcção da ABIC

 
O Estatuto do Bolseiro de Investigação: Um instrumento de exploração!
Monday, 24 November 2014 18:20

Os moldes dos recentes concursos de atribuição de bolsas de técnicos de investigação sem grau académico na Faculdade de Ciências e no Instituto Superior de Agronomia na Universidade de Lisboa atingem foros de escândalo.
Na Faculdade de Ciências o concurso é para electricistas. No Instituto Superior de Agronomia o concurso é para pedreiros e estucadores.
Deixamos bem claro que não está em causa a natureza destas profissões.
O que está em causa é o expediente utilizado para suprir estas necessidades.
Como se não bastasse a utilização de bolsas para suprir necessidades permanentes de investigadores no Sistema Científico e Tecnológico Nacional, agora inaugura-se uma nova e perigosa fase de precarização do trabalho com o recurso a bolsas de investigação para executar tarefas que nada têm a ver com investigação em vez de proceder à contratação de profissionais especificamente habilitados para as tarefas em causa.

Trabalho há. O que não há é trabalho com direitos! E isto aplica-se tanto ao biólogo como ao pedreiro, tanto ao electricista como ao historiador.

Este escândalo demonstra uma vez mais a total inadequação do Estatuto de Bolseiro de Investigação em defender e dignificar os bolseiros de investigação.

As universidades não podem, de forma alguma, utilizar este tipo de expediente para resolver os seus problemas de falta de pessoal. Pela nossa parte estamos prontos para lutar ao lado das universidades em defesa da Ciência em Portugal. As universidades devem também lutar ao lado da ABIC, ao lado dos investigadores, dos Laboratórios Associados e dos Laboratórios do Estado e todas as unidades de investigação na defesa de um sistema que levou muitos anos a construir e cuja qualidade urge preservar.

O Governo agradece o precedente que se pretende criar. Para um Governo que destrói a Ciência e precariza o trabalho , com este tipo de subterfúgios de contratação, atingem-se simultaneamente dois objectivos: O Governo pode dizer que há mais "investigadores" devido ao aumento de bolsas, diminuindo o investimento nos trabalhadores científicos.

Esta situação será denunciada prontamente pela ABIC ao Provedor do Bolseiro.

A Direcção da ABIC.

 
Orçamento de Estado 2015, Centros de Investigação, e revisão da carreira de Investigador
Thursday, 30 October 2014 15:20

A Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) assiste com profunda preocupação e inquietação aos acontecimentos que se têm sucedido ao nível da Investigação Científica em Portugal.
A linha que este Governo e esta Direção da FCT assumiram desde o início tem-se aprofundado com efeitos dramáticos para a Investigação e para a Ciência ameaçando o atual e prestigiado património que corresponde ao trabalho diário ​desenvolvido por milhares de Investigadores em Portugal e que tem obtido resultados internacionalmente identificados como muito positivos.
Neste sentido a ABIC chama a atenção para 3 questões relevantes:

1. O próximo Orçamento de Estado aprofunda a lógica de "desaparecimento" do Estado que este Governo tem seguido. Assim, ao nível da Investigação Científica, este documento mantém a situação de estrangulamento financeiro em que se encontram as Instituições de Ciência e o Ensino Superior. Cada vez mais vozes se somam na crítica a esta política de investimento na Ciência e seus recursos humanos, inclusivamente ultrapassando já as fronteiras nacionais, particularmente depois da famigerada nomeação de Carlos Moedas para a pasta na UE.


2. A avaliação dos Centros de Investigação que o Governo pretende prosseguir irá contribuir para a redução brutal do financiamento de muitas instituições nacionais. A FCT insiste num processo que está totalmente desprestigiado e que uniu de forma consensual a comunidade científica nas críticas que lhe foram feitas. É inaceitável e prepotente prosseguir um caminho que está identificado por todos como cheio de erros e contradições desde a sua génese e que irá arrastar para o despedimento milhares de investigadores em Portugal.

3. A recente admissão da vontade de revisão da Carreira de Investigação Científica manifestada pela Secretaria de Estado revela uma ameaça perante a qual tanto investigadores bolseiros como investigadores contratados têm demonstrado profundas reservas. A ABIC sempre lutou pela dignificação do Emprego Científico e pelo fim do uso de bolsas de investigação para suprir necessidades do Sistema Científico Nacional. Contudo, estará contra a criação de uma Carreira de Investigação que desrespeite os investigadores e perpetue a instabilidade. Para a ABIC, a solução passa por mais financiamento para a Ciência e pelo prestígio da Carreira do Investigador.

Desta forma, o que está claro é que o Governo conseguiu uma coisa sem precedentes. Este Governo e esta Direção da FCT uniram a comunidade científica em torno da ideia de que tudo o que ​essas instituições têm feito tem contribuído para a destruição da Ciência em Portugal. Uma destruição que terá efeitos nefastos ​por vários anos e décadas e que tem que ser parada o mais depressa possível. Um novo rumo para a Ciência é urgente e fundamental.

A ABIC reuniu 2ª feira com a ANICT, a pedido desta associação. A ABIC apresentou a sua visão de uma Ciência com futuro que passa pela valorização e dignificação de todos os que trabalham em investigação e Ciência. Assim, distanciámo-nos da proposta desta associação que, desde logo nos seus princípios, omite a existência de problemas com o financiamento das instituições, prefere colocar como ponto de partida a necessidade de facilitar os despedimentos, põe em cima da mesa uma proposta de redução líquida da remuneração atual (inclusivamente das bolsas que já não são atualizadas há mais de 13 anos) e acaba por nem resolver o problema da precariedade ao perpetuá-la até 25 anos.

A Direção da ABIC

 
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